Sábado, 12 de Abril de 2008

Anjo da Guarda

"Os espíritos protetores nos ajudam com os seus conselhos, através da voz da consciência, que fazem falar em nosso íntimo - mas como nem sempre lhes damos a necessária importância, oferecem-nos outros mais diretos, servindo-se das pessoas que nos cercam."

                                                                                                            Allan Kardec

Anjos de Guarda

Quem cuida de seu filho quando ele não está sob seus olhos?
 
Você diz que, na escola, os professores são os responsáveis; que em seu lar, você tem uma babá igualmente responsável.
 
Enfim, você sempre acredita que alguém, quando você não estiver por perto, estará de olho nele.
 
Parentes, amigos, contratados à parte, há, também, uma proteção invisível que zela por seu filho.
 
Você pode dizer que é seu anjo de guarda, seu anjo bom. A denominação, em verdade, não importa.
 
O que realmente se faz de importância é esta certeza de que um ser invisível debruça sua atenção sobre seu filho, onde quer que ele esteja.
 
E também sobre você. Não se trata de uma teoria para consolar as mães que ficam distantes de seus filhos longas horas.
 
Ou para quem caminha só nas estradas do Mundo. Refere-se a uma verdade que o homem desde muito tempo percebeu.
 
Basta que nos recordemos de gravuras antigas que mostram crianças atravessando uma ponte em mau estado, sob o olhar atento de um mensageiro celeste.
 
Ou que evoquemos o livro bíblico de Tobias, onde um anjo acompanha o jovem em seu longo itinerário, devolvendo-o ao pai zeloso, são e salvo.
 
É doce e encantador saber que cada um de nós tem seu anjo de guarda. Um ser que lhe é superior, que o ampara e aconselha.
 
É ele que nos sussurra aos ouvidos: “Detenha o passo! Acalme-se! Espere para agir!”
 
Ou nos incentiva: “Vá em frente! Esforçe-se! Estou com você!”
 
É esse ser que nos ajuda na ascensão da montanha do bem. Um amigo sincero e dedicado, que permanece ao nosso lado por ordem de Deus.
 
Foi Deus quem aí o colocou. e ele permanece por amor de Deus, desempenhando o que lhe constitui bela, mas também penosa missão.
 
Isso porque em muitas ocasiões, ele nos aconselha, sugere e fazemos ouvidos surdos. Ele se entristece, nesses momentos, por saber que logo mais sofreremos pela nossa rebeldia.
 
Mas não afronta nosso livre-arbítrio. Permanece à distância, para agir adiante, outra vez, em nova tentativa.
 
Sua ação é sempre regulada, porque, se fôssemos simplesmente teleguiados por ele, não seríamos responsáveis pelos nossos atos.
 
Também não progrediríamos, se não tivéssemos que pensar, reflexionar e tomar decisões.
 
O fato de não o vermos também tem um fim providencial. Não vendo quem o ampara, o homem se confia a suas próprias forças.
 
E batalha. Executa. Combate para alcançar os objetivos que pretende.
 
Não importa onde estejamos: no cárcere, no hospital, nos lugares de viciação, na solidão, ele sempre estará presente.
 
Esse anjo silencioso e amigo nos acompanha desde o nascimento até a morte. E, muitas vezes, na vida espiritual.
 
E mesmo através de muitas existências corpóreas, que mais não são do que fases curtíssimas da vida do Espírito.
 
Pense nisso!
 
Você pode ter se transviado no Mundo. Quem sabe, perdido o rumo dos próprios passos.
 
Pense, no entanto, que um missionário do bem e da verdade, que é responsável por você, pela sua guarda, permanece vigilante.
 
Se você quiser, abra os ouvidos da alma e escute-o, retomando as trilhas luminosas.
 
Ninguém, nunca, está totalmente perdido neste imenso universo de almas e de homens.
 
Pense nisso!
 

 

publicado por silvia às 12:19
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Sábado, 5 de Abril de 2008

O AMOR

 

                                                                 

 

 

Em qualquer motivo da descontinuidade de um relacionamento romântico, um noivado, uma plena vida em comum ou um casamento legal, as palavras de Khalil Gibran (1923) no "Profeta", ressoam claramente:

"Da mesma forma que o amor vos coroa, ele vos crucifica...".
"... E assim como ele existe para vos fazer crescer, também, vos poda...".
"Mas, se em vosso temor buscardes somente a paz do amor e o deleite do amor, então, seria melhor que cobrísseis a vossa nudez e passásseis ao largo da eira do amor, para entrar em um mundo monótono, onde riríeis, mas não todo o vosso riso, e choraríeis, mas não todas as vossas lágrimas...".

Gibran, como muitos outros, conheceu o amor em todos os seus aspectos, seus prazeres e sofrimentos. Ele sabia muito bem que o primeiro impulso, ao desfazer-se um romance, é o de jamais querer apaixonar-se completamente, o que significaria uma insensatez. Por outro lado, técnicas agressivas, desagradáveis ou mesmo sutis, significariam o afastamento do amor. Ambas as atitudes levam, seguramente, a uma vida de completa solidão.

Quando sofremos uma grande decepção, não devemos ficar desanimados. Se verificarmos que no momento não há ninguém para receber o amor que temos para dar, devemos recolhe-lo para bem dentro de nós mesmos. Assim, esse amor interiorizado vai permitir que a irradiação da bondade, da paz profunda de nossa personalidade e de nosso saber, alcance todos os que encontrarmos em nossa trajetória. Deixemos que isso se propague em tudo o que fizermos. Tornemo-nos uma parte conscientemente ativa de tudo o que estiver em nosso caminho.

Devemos saber que nunca atrairemos outra pessoa se ficarmos distantes, não mantendo contato com os outros, ou se vivermos em um clima de autopiedade e profunda depressão.

Sintamos com todas as nossas forças e em sua plenitude, o romance da vida!

publicado por silvia às 11:25
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